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3.2
População pesquisada e amostra da pesquisa
Segundo
Marconi; Lakatos (1996) e Levin (1985) a população a ser
pesquisada ou universo da pesquisa, é definida como o conjunto de
indivíduos que partilham de, pelo menos, uma característica em
comum. Dessa forma, o universo dessa pesquisa é formado pelo
conjunto de locatários de imóveis comerciais da rede de empresas
imobiliárias Netimóveis.
A
Netimóveis é uma rede de quatorze imobiliárias localizadas em
Belo Horizonte, Vitória e Cabo Frio, que atuam desde 1.995
compartilhando as suas carteiras de imóveis. A decisão de
utilizar o universo da Netimóveis decorre do acesso que o
pesquisador, participante dessa rede, possui a essa base de dados.
De outra maneira, a dificuldade de se obter dados considerados
confidenciais pelas empresas que detêm a informação desejada (a
lista dos locatários), é muito grande. Numa tentativa realizada
através da CMI – Câmara do Mercado Imobiliário de Minas
Gerais, com seiscentas empresas associadas, o resultado foi nulo.
O receio de revelar os dados dos seus clientes constituiu um óbice
intransponível.
A
amostra será formada, portanto com base na lista dos locatários
fornecida pela Netimóveis. Conforme Levin (1985, p. 19):
[...]
posto que o pesquisador trabalha com tempo, energia e recursos
econômicos limitados, raras vezes ele estuda individualmente
todos os sujeitos da população na qual está interessado. Em
lugar disso, o pesquisador estuda apenas uma amostra – que se
constitui de um número menor de sujeitos tirados de uma
determinada população. Através do processo de amostragem, o
pesquisador busca generalizar (conclusões) de sua amostra para a
população toda, da qual essa amostra foi extraída.
Mattar
(1996) e Bertholotto (2000) afirmam que a idéia básica da
utilização de amostragem em pesquisas de marketing é que as
coletas de dados de alguns elementos da população e a análise
podem proporcionar informações relevantes a respeito de toda a
população. Assim sendo, as pesquisas de marketing dependem
fundamentalmente do processo de amostragem.
| Segundo
Malhotra (2001), o processo de planejamento amostral
constitui de cinco estágios, como mostrado na Fig. 09. A
população alvo são os elementos ou objetos que reúnem as |
Figura
09 – Processo de planejamento
de uma amostragem |
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informações procuradas pelo pesquisador e sobre as
quais devem ser feitas referências.
O
elemento é o objeto que possui a informação procurada
pelo pesquisador e sobre o qual devem ser feitas inferências.
A
unidade amostral é uma unidade básica que contém os
elementos da população a ser submetida à amostragem.
O arcabouço amostral é uma representação dos
elementos da população-alvo. Compreende uma lista ou
conjunto de instruções para identificar a população-alvo.
Com relação ao tamanho da amostra, Vieira (2002)
ressalta que as pesquisas descritivas normalmente se
baseiam em amostras grandes e representativas.
Em busca da amostra que melhor represente o universo a
ser pesquisado, o processo de determinação do arcabouço
amostral compreenderá dois estágios:
- Será realizada uma estratificação da população
segundo a faixa de valor da locação de cada imóvel;
- Baseado na estratificação realizada será adotada
a técnica de amostragem por quotas.
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Fonte:
Malhotra
(2001, p. 302). |
Segundo
Malhotra (2001, p. 305), a amostragem estratificada é “uma técnica de amostragem probabilística que usa um processo de
dois estágios para dividir a população em subpopulacões ou
estratos. Escolhem-se os elementos de cada estrato por um processo
aleatório”.
Dessa
forma, a estratificação por valores dos aluguéis será
realizada conforme a tabela 4 abaixo:
| Tabela 04 – Estratificação da
amostra conforme faixa de valores de aluguel. |
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Grupos
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Faixa
de valor do aluguel
- em R$
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Grupo
I
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até
599,00
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Grupo
II
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de
600,00 até 599,00
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Grupo
III
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de
600,00 até 1.999,00
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Grupo
IV
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de
2.000,00 até 5.999,00
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Grupo
V
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acima
de 6.000,00
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Em
seguida será adotada a técnica de amostragem por quotas, onde se
pretende estabelecer o número de elementos que irão compor cada
grupo da amostra final. Para Malhotra (2001, p. 307), a amostragem
por quotas é:
Uma
técnica de amostragem não-probabilística que consiste em uma
amostra por julgamento em dois estágios. O primeiro estágio
consiste em desenvolver categorias ou quotas de controle de
elementos da população. No segundo estágio selecionam-se
elementos da amostra com base na conveniência ou no julgamento.
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